Há exatos 25 anos comemorávamos nosso Bicampeonato Brasileiro (70 e 84), com um timaço que mostrava garra, disposição e muita habilidade dentro das 4 linhas !
Segue um pouco dessa história:
Fluminense: Paulo Vítor; Aldo, Duílio, Ricardo Gomes e Branco; Jandir, Delei e Assis;Romerito, Washington e Tato.
Técnico: Carlos Alberto Parreira.
No dia 27 de maio de 1984, o timaço tricolor conquistava o seu segundo título do Brasileiro, aos olhos de aproximadamente 130.000 pessoas que estavam no Maraca !
Por coincidência, um dos protagonistas daquele momento histórico do Flu foi o técnico Carlos Alberto Parreira, que hoje (maio/2009) treina a nova versão do Tricolor. Em 84, o comandante chegou nas Laranjeiras em um momento de desconfiança da torcida em relação ao time e teve de lidar com a insatisfação dos jogadores com a demissão do técnico Carbone. Porém, teve personalidade para valorizar o ótimo elenco que tinha em mãos (Romerito, Assis, Washington e Paulo Vítor são alguns deles) e saiu vitorioso no fim do campeonato. Um exemplo de superação.
A caminhada até o título nacional teve seus altos e baixos. Desde a criação do novo Campeonato Brasileiro em 1971, o Tricolor ainda não havia conseguido levantar essa taça de campeão. A última grande conquista nacional ocorrera em 1970, quando o Flu venceu a Taça de Prata, competição equivalente ao Campeonato Brasileiro. Exatos 14 anos de jejum incomodavam o torcedor, obrigado a ouvir constantemente dos rivais o grito de “timinho”. Mas essa história estava prestes a mudar. Na época, o calendário do futebol seguia uma lógica diferente da atual. No começo do ano era disputado o Brasileiro, no fim do ano, os Estaduais. A diretoria tricolor apostou em um elenco jovem para a disputa do Carioca em 83 (a média do time girava em torno de 23 anos). O mais experiente era o atacante Assis, que tinha 31 anos. E foi dele justamente o gol sobre o Flamengo, aos 45 minutos do segundo tempo, que garantiu a conquista do Estadual em dezembro daquele ano. Um mês depois, um time praticamente igual estreava no Brasileiro em janeiro de 1984. A base foi mantida e poucos jogadores chegaram para reforçar o elenco: o lateral-direito Getúlio (ex-São Paulo), o zagueiro Vica (ex-Ferroviária-SP) e o meia Renê (ex-Internacional).
O campeonato era dividido em três fases de grupo e uma fase de mata-mata. Nas duas primeiras etapas do Brasileiro, o Flu avançou sem dificuldades na competição, mas a diretoria tricolor parecia não estar muito satisfeita com o desempenho do time. As principais referências do elenco começaram a cair de produção e a equipe era acusada de ser excessivamente retranqueira. Temendo pelo pior, os dirigentes elegeram um culpado: o técnico Carbone. O comandante que levou o Tricolor ao título estadual foi substituído por Parreira, técnico que havia saído debaixo de críticas da seleção brasileira. Houve um momento de turbulência entre os jogadores devido a esta transição de comando. Na época, Assis saiu em defesa do ex-técnico.
Parreira soube lidar com os imprevistos iniciais, apaziguou os ânimos e ainda contou com um reforço de peso para alavancar a participação tricolor no campeonato: o meia paraguaio Romerito, contratado junto ao Cosmos, de Nova Iorque. O jogador caiu como uma luva no esquema do novo técnico, e o time passou a ter uma postura mais agressiva em campo, com mais alternativas ofensivas de jogadas. O time cresceu de produção e garantiu uma vaga nas quartas de final sem nenhum susto na terceira fase.
O show tricolor começou a partir dos jogos decisivos, quando a equipe mostrou o porquê de merecer o título. O primeiro desafio foi o Coritiba. Após um empate em 2 a 2 no primeiro jogo, uma goleada arrasadora por 5 a 0 na partida de volta no Maracanã. O segundo desafio foi contra o Corinthians. Com ousadia, o Flu venceu por 2 a 0 em pleno Morumbi, e apenas administrou o empate em 0 a 0 no Rio.
A partida final foi decidida entre dois cariocas pela primeira e única vez até o momento. De um lado a defesa menos vazada do Tricolor, do outro lado o ataque poderoso do Vasco liderado por Roberto Dinamite, o artilheiro da competição. As duas partidas no Maracanã tiveram mais de 190 mil pessoas no total. E quem foi não se arrependeu com o espetáculo de alto nível. No primeiro jogo, dia 24 de maio, vitória suada do tricolor com um gol de Romerito. No segundo jogo, três dias depois, domingo de sol na Cidade Maravilhosa e de festa tricolor no estádio. O Flu segurou o poderoso ataque vascaíno mais uma vez, arrancou o empate em 0 a 0 e soltou o tão engasgado grito de campeão ao fim do jogo.
Primeira fase
Santos 1x1Fluminense
Ferroviário-CE 0x0 Fluminense
Fluminense 1x0 ABC-RN
Fluminense 1x0 Confiança-SE
Confiança-SE 0x2 Fluminense
ABC-RN 1x2 Fluminense
Fluminense 0x1 Santos
Fluminense 2x0 Ferroviário-CE
Segunda fase
Bahia 1x1 Fluminense
Fluminense 3x0 Goiás
São Paulo 0x2 Fluminense
Fluminense 3x1 Bahia
Fluminense 0x0 São Paulo
Goiás 3x0 Fluminense
Terceira Fase
Fluminense 1x0 Santo André
Operário-MS 0x0 Fluminense
Portuguesa-SP 0x1 Fluminense
Fluminense 2x0 Operário-MS
Fluminense 4x2 Portuguesa-SP
Santo André 1x1 Fluminense
Quartas de Final
Coritiba 2x2 Fluminense
Fluminense 5x0 Coritiba
Semifinal
Corinthians 0x2 Fluminense
Fluminense 0x0 Corinthians
Final
Vasco 0x1 Fluminense
Fluminense 0x0 Vasco
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